O que é imunidade?

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O que é imunidade?

Imunidade é um dos mecanismos de proteção que nosso corpo tem contra as doenças, principalmente as doenças infecciosas. A imunidade é obtida através de um conjunto de células, tecidos e moléculas que é chamado de sistema imunológico. O sistema imunológico tem como função defender nosso corpo do ataque de agentes externos tais como vírus e bactérias, prevenindo infecções e destruindo as infecções que já estão em andamento em nosso corpo.

Porque o Sistema Imunológico é importante?

Diariamente o corpo humano é exposto a muitos micro-organismos causadores de doenças. Estes micro-organismos podem vir tanto do ambiente, como quando ficamos em lugares muito fechados, como dos alimentos que ingerimos e que não foram higienizados corretamente. Além disso, o ritmo de vida acelerado, estresse, má alimentação e sedentarismo são elementos que cada vez mais fazem parte do estilo de vida moderno e que podem diminuir as defesas do nosso corpo. Por isso, é importante que nosso corpo esteja com o sistema imunológico preparado contra tais situações que podem causar doenças.

Além de ser muito eficiente no combate a estes micro-organismos invasores, o sistema imunológico também é responsável pela “limpeza” do organismo, ou seja, a retirada e destruição de células mortas e alteradas, além da renovação de determinadas estruturas.

Como funciona o sistema imunológico?

Para se defender contra as doenças que prejudicam a saúde, o corpo humano possui um sistema de defesa para nos proteger de agentes externos que invadem o nosso organismo e podem liberar substâncias nocivas. Cerca de 70% deste sistema de defesa encontra-se em nosso intestino.

Assim que estes micro-organismos entram em contato com o nosso corpo, o sistema imunológico inicia sua batalha, recrutando as células de defesa e produzindo uma série de substâncias para impedir que os micro-organismos invasores entrem em nossa corrente sanguínea. Este processo é chamado de resposta imunológica e tem como objetivo eliminar qualquer substância ou micro-organismo invasor. Para isso, o sistema imunológico pode ter dois tipos de defesa:



Imunidade inata: acompanha-nos desde o nascimento e representa a primeira linha de defesa contra os agentes infecciosos.

Imunidade adaptativa representa a defesa especifica e é acompanhada da memória imunológica.


A imunidade inata nos acompanha desde o nascimento e representa a primeira linha de defesa contra os agentes infecciosos. Ela é composta, além das barreiras naturais do organismo, por várias células que englobam e destroem os agentes estranhos.

A primeira defesa contra os agentes infecciosos ocorre localmente nas barreiras naturais do corpo que são a pele e os mucos, e nas secreções normais do organismo, como a saliva, a lágrima, a oleosidade da pele, os mucos das vias aéreas, vias urinárias e intestinos, o ácido do estômago, a cera no ouvido, dentre outras.

A imunidade adaptativa entra em ação quando a resposta inata não consegue controlar, sozinha, o agente invasor. Esse tipo de resposta além de ser específica para cada tipo de agente infeccioso se acompanha de memória imunológica, pois ele passa a ser "reconhecido" pelo sistema imunológico. Neste momento, entram em cena proteínas conhecidas como anticorpos (as imunoglobulinas) e as células que produzem esses anticorpos, chamadas linfócitos. O papel dos anticorpos é se ligar à partes dos agentes infecciosos e com isso neutralizar sua ação nociva, facilitando a sua destruição pelas células de defesa.

Assim, o sistema imunológico é capaz de reconhecer milhares de tipos de micro-organismos bastantes diferentes uns dos outros, e agir contra cada um deles de maneira específica. Efetivamente as defesas contra os micro-organismos dependem da capacidade do indivíduo produzir substâncias e células que compõem os defensores desse sistema.

A primeira linha de defesa da imunidade inata é a própria superfície interna do nosso corpo, chamada de barreira epitelial. Esta barreira possui inúmeras células especializadas e produz substâncias que são tóxicas para os agentes invasores. Juntas, as células especializadas e as substâncias tóxicas impedem a entrada dos micro-organismos em nosso corpo. Porém, se apesar disto, os micro-organismos conseguirem infiltrar esta barreira e entrarem na circulação sanguínea, as nossas células de defesa entram em ação e reconhecem os invasores. Assim que os invasores são reconhecidos, as células de defesa ativam seu mecanismo para destruir este invasor, através de um processo em que as células englobam o micro-organismo invasor dentro de sua estrutura e liberam uma série de substâncias tóxicas para destruí-lo.

Outra maneira que a imunidade inata defende o nosso corpo é através de um sistema chamado ‘complemento’. Este sistema complemento pode ser ativado pela presença de agentes estranhos, como os micro-organismos invasores. Assim que o sistema complemento é ativado, ele forma uma linha de ataque ao micro-organismo invasor, atacando-o em alguns pontos da sua superfície e fazendo com que o conteúdo do micro-organismo, como água e minerais, saiam sua estrutura, levando-o a morte.

Existe ainda uma terceira maneira em que a imunidade inata pode atacar. Existem células de defesa no sistema imunológico chamadas de ‘Natural Killer’ (NK), as quais são capazes, também, de reconhecer agentes estranhos que ainda não foram destruídos e recrutar outras células de defesa mais eficazes no ataque a micro-organismos invasores. Estas células mais eficazes vão agir de forma mais rápida no combate aos invasores em defesa a saúde do nosso corpo.

Depois que a imunidade inata entra em ação e todas suas células já combateram os agentes invasores, ela ativa esta segunda linha de defesa mais especializada, a imunidade adaptativa.

Uma vez que os agentes estranhos não foram totalmente destruídos pela imunidade inata, as células de defesa da imunidade inata vão apresentar os agentes estranhos para as células de defesa da imunidade adaptativa, os linfócitos T. Os linfócitos T reconhecem os agentes estranhos e liberam substâncias que aumentam a produção de cada vez mais células de defesa, além de ativar outra classe de linfócitos, os linfócitos B.

Quando os linfócitos B entram em ação há a produção de moléculas chamadas de imunoglobulinas ou anticorpos. Estes anticorpos são células especiais, pois para cada tipo de invasor do nosso corpo existe a produção de um tipo de anticorpo especial para combater aquele invasor. Por isso, os anticorpos são mais eficazes para destruir o invasor. Além disso, os linfócitos B também têm a capacidade de memória, o que é muito importante para o nosso sistema imune, já que os anticorpos vão reconhecer o agente estranho nas próximas vezes que este entrar em contato com nosso corpo, fazendo com que o ataque e eliminação do invasor aconteçam mais rapidamente.

Estes anticorpos circulam no sangue por meses ou anos, prontos para responder rapidamente às invasões de micro-organismos. Os anticorpos ligam-se ao micro-organismo invasor e evita que haja infecções ou até mesmo que os invasores liberem substâncias que possam prejudicar a nossa saúde e causar algum tipo de doença.

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